As redes sociais transformaram a comunicação política. Uma frase, um vídeo ou uma informação pode alcançar milhares de pessoas em poucos minutos. E existe algo que precisamos entender: não são apenas os políticos que fazem comunicação política. Nós também fazemos.
Cada vez que compartilhamos uma informação sem verificar a fonte, repostamos um vídeo fora de contexto ou tratamos uma opinião como verdade absoluta, ajudamos a construir uma narrativa.
O problema é que os algoritmos tendem a nos entregar conteúdos que confirmam aquilo que já pensamos. Criamos bolhas, enxergamos o outro como adversário e, muitas vezes, deixamos o debate de lado para defender apenas a nossa própria narrativa.
Por isso, em período eleitoral, comunicação também é responsabilidade.
Antes de compartilhar, vale perguntar: quem publicou? Qual é a fonte? Existe confirmação? Esse conteúdo está completo?
Ter opinião política é saudável. O que não podemos perder é a capacidade de questionar, ouvir e pensar.
Porque, quando apertamos o botão “compartilhar”, deixamos de ser apenas espectadores.
Também passamos a fazer parte da comunicação.
E talvez a pergunta mais importante desta eleição não seja apenas “quem está comunicando?”, mas:
O que eu estou ajudando a comunicar?
